It's been over a week since the cotyledons have lifted their pretty heads out of the soil, and I check on them everyday hoping I will get to see some new real life, a real stalk, something I know I can count on.
And here they are, deep in the heart of the cotylies are the beginnings of hope...
I thought it wouldn't take so long, but slowly and steadily we'll make it there.
Actually this post is not just about my reflections on botanical facts, but a reflection on my situation at the moment. The cotyledons are a temporary stage of being, just like my temporary stay in Brazil. I am pining to find that steady stalk of life to continue with the life I had before. Indeed, it is a big chance considering I was a minuscule seed in an envelope and now I am green and breathing life, but knowing that my potential is deep within and as yet locked in leaves me waiting for more, hoping for more...
The beauty of all this is that the stalk of life, the aromatic leaves which will sprout out will not be need to be planted: they come from within.
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Entendendo o Brasil com Domenico de Masi
Deparei essa entrevista do programa do Roberto D'Avila por acaso. Me chamou a atenção o fato que D'Avila e o seu entrevistado do dia, o sociólogo italiano Domenico de Masi, estavam se entendendo em duas idiomas sem problema algum: português e italiano. Nem chegaram a fazer frases portu-ianos, como costuma acontecer.
Mas salvo essa curiosidade, adorei essa entrevista porque me ajudou a entender um pouco mais a vida dos brasileiros do ponto de vista de um europeu, como mim.
Alguns pontos que gostei da tese do sociólogo, eram quando ele falou sobre o otimismo e o carinho do povo brasileiro. Ele remonta essa cultura à origem da população brasileira - os índios - que tinham a tradição de enfeitar o corpo deles, fazendo jóias a mão, se pintando e arrumando para gostar a si mesmos e aos amados deles. Isso, ele fala, ajudou a fazer o povo mais criativo, mais altruísta e porém mais carinhoso. Eu acho que essa característica destaca este povo, distinguindo-o do povo europeu, e do meu ponto de vista, também daquele toque meio árabe.
Mas D'Avila objeta -- pode De Masi falar de um povo generoso e cuidadoso em frente a violência, a corrupção e o desespero de quem mora em cidades grandes como no Rio e São Paulo? Sim, responde De Masi, aqui não se pode confundir os corações do povo com as inclinações pecaminosas do homem. Quem não se sente magoado vivendo numa comunidade sem esgoto, sem água limpa, quando a 100 metros de casa tem quem tem dinheiro pra torrar? Isso, sem dúvida e como aconteceria em qualquer lugar do mundo, gera ódio, gera violência e porém gera um círculo de vida criminosa.
Com certeza isso me lembrou o que o policial tinha me falado aquele dia quando foi assaltada: "Apesar do seu sofrimento e o sofrimento que sentem esses moleques, só Ele é mais forte da gente", apontando pelo Cristo Redentor no Corcovado, lá em cima de nós.
E finalmente, aqui o vídeo da entrevista na integra.
Mas salvo essa curiosidade, adorei essa entrevista porque me ajudou a entender um pouco mais a vida dos brasileiros do ponto de vista de um europeu, como mim.
Alguns pontos que gostei da tese do sociólogo, eram quando ele falou sobre o otimismo e o carinho do povo brasileiro. Ele remonta essa cultura à origem da população brasileira - os índios - que tinham a tradição de enfeitar o corpo deles, fazendo jóias a mão, se pintando e arrumando para gostar a si mesmos e aos amados deles. Isso, ele fala, ajudou a fazer o povo mais criativo, mais altruísta e porém mais carinhoso. Eu acho que essa característica destaca este povo, distinguindo-o do povo europeu, e do meu ponto de vista, também daquele toque meio árabe.
Mas D'Avila objeta -- pode De Masi falar de um povo generoso e cuidadoso em frente a violência, a corrupção e o desespero de quem mora em cidades grandes como no Rio e São Paulo? Sim, responde De Masi, aqui não se pode confundir os corações do povo com as inclinações pecaminosas do homem. Quem não se sente magoado vivendo numa comunidade sem esgoto, sem água limpa, quando a 100 metros de casa tem quem tem dinheiro pra torrar? Isso, sem dúvida e como aconteceria em qualquer lugar do mundo, gera ódio, gera violência e porém gera um círculo de vida criminosa.
Com certeza isso me lembrou o que o policial tinha me falado aquele dia quando foi assaltada: "Apesar do seu sofrimento e o sofrimento que sentem esses moleques, só Ele é mais forte da gente", apontando pelo Cristo Redentor no Corcovado, lá em cima de nós.
E finalmente, aqui o vídeo da entrevista na integra.
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