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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Belezas pouco conhecidas do Brasil: A Cadeia Vítoria-Trindade

É isso que gosto quando leio artigos e faço pesquisa de lei marítima, sempre acabo descobrindo lugares novos ou cantos meio-desconhecidos desta terra incrível! Aqui um post só pra dar aquele gosto da beleza deste lugar

Hoje estamos deparando um encanto submarino: a cadeia Vitória-Trindade, em inglês, Vítoria-Trindade ChainA CVT, como é melhor conhecida, é uma cordilheira de edifícios vulcânicos marinhos localizados em frente à cidade de Vitória, capital do estado do Espírito Santo, Brasil. A 1.160 quilômetros do continente, surge a ilha volcánica chamada, Ilha da Trindade, e que fica no extremo oriental da cadeia dessas montanhas marinhas, com uma história de aproximadamente 3 milhões de anos. Junto com um outro rochedo chamado Martim Vaz, este arquipélago mede uns 9 quilômetros quadrados.

Trindade foi ocupada por portugueses e ingleses e hoje em dia está sob domínio brasileiro desde 1910. Já recebeu visitas de piratas, pesquisadores e prisioneiros políticos, como Marescal Eduardo Gomes. Desde 1957 é guarnecida pela Marinha do Brasil, com cerca de 40 homens, que permanecem na ilha por períodos de quatro meses. 

A coleta de dados apontam ao fato que esta ilha é o maior sítio reprodutivo brasileiro da tartaruga verde (Chelonia mydas (Eng. green sea turtle)) e área  de alimentação da tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata, (Eng., hawksbill sea turtle)).

Aqui um retrato dessas espécies: 
Chelonia mydas

Eretmochelys imbricata
Até 1850, a ilha era coberta por uma floresta de árvores Colubrina Granulosa, hoje quase inexistente. 

Aqui um vídeo da beleza marinha do lugar:



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Entendendo o Brasil com Domenico de Masi

Deparei essa entrevista do programa do Roberto D'Avila por acaso. Me chamou a atenção o fato que D'Avila e o seu entrevistado do dia, o sociólogo italiano Domenico de Masi, estavam se entendendo em duas idiomas sem problema algum: português e italiano. Nem chegaram a fazer frases portu-ianos, como costuma acontecer.

Mas salvo essa curiosidade, adorei essa entrevista porque me ajudou a entender um pouco mais a vida dos brasileiros do ponto de vista de um europeu, como mim.

Alguns pontos que gostei da tese do sociólogo, eram quando ele falou sobre o otimismo e o carinho do povo brasileiro. Ele remonta essa cultura à origem da população brasileira - os índios - que tinham a tradição de enfeitar o corpo deles, fazendo jóias a mão, se pintando e arrumando para gostar a si mesmos e aos amados deles. Isso, ele fala, ajudou a fazer o povo mais criativo, mais altruísta e porém mais carinhoso. Eu acho que essa característica destaca este povo, distinguindo-o do povo europeu, e do meu ponto de vista, também daquele toque meio árabe.

Mas D'Avila objeta -- pode De Masi falar de um povo generoso e cuidadoso em frente a violência, a corrupção e o desespero de quem mora em cidades grandes como no Rio e São Paulo? Sim, responde De Masi, aqui não se pode confundir os corações do povo com as inclinações pecaminosas do homem. Quem não se sente magoado vivendo numa comunidade sem esgoto, sem água limpa, quando a 100 metros de casa tem quem tem dinheiro pra torrar? Isso, sem dúvida e como aconteceria em qualquer lugar do mundo, gera ódio, gera violência e porém gera um círculo de vida criminosa.

Com certeza isso me lembrou o que o policial tinha me falado aquele dia quando foi assaltada: "Apesar do seu sofrimento e o sofrimento que sentem esses moleques, só Ele é mais forte da gente", apontando pelo Cristo Redentor no Corcovado, lá em cima de nós.



E finalmente, aqui o vídeo da entrevista na integra.